Mostrando postagens com marcador Escalada. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Escalada. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 17 de novembro de 2015

Pedra do Cachorro - 2015 - São Caetano/PE

A  subida da Pedra do Cachorro, ano passado, foi tão bacana e marcante que resolvemos fazer a Parte II.

Entre o "bora" e o dia D foi super rápido.
Éramos 3,  depois 4, chegamos aos 10.
Em cima da hora, voltamos ao trio e vamoquevamo.

Passamos na casa de Márcia e Sr Guaraci para buscá-los e, de quebra, conhecemos e ganhamos a companhia do Arão, irmão de Márcia e dono de uma Nord super-protegida.

Pit Stop no Açude (seco) da Onça.
Desta vez, ficamos pra almoçar no cantinho da Comadre.

Um almoço gostoso demais! Chega bateu aquele velho cansaço pós-comer-com-os-olhos-e-encher-o-bucho.



Dispositivo pra molhar o cacto da Comadre.


May I go to the bathroom?

Detalhe pro banheiro que fica do outro lado da rua. :D


Este ex-açude já foi cenário de campeonato de jet ski. =O
A seca castiga...


Matando a saudade no caminho e atualizando o papo, rapidinho fizemos os famosos 18km de estrada de barro. Deixamos os carros na casinha de um pessoal muito bacana e apertamos o play.


Animadinhos, achando que a segunda vez é mais fácil, graças ao nosso elevado nível de experiência.
Não é mais fácil.
Não é.


Seu Guaraci e o pequeno mestre Arão, abrindo os caminhos.



Rãzinha albina fofa e discretíssima.



Parada estratégica para deixar o excedente.
Na verdade, eu apenas troco o excedente de lugar. Tiro da mochila e como.

Yo soy un conejo. =B

Vitamina A

Carrapichos

Fazendo uma horinha e, como bem diz o Seu Guaraci, esperando uma sombra bater na pedra.
O sol estava empolgado.



Vamos?


Não tenho fotos do primeiro e, segundo Seu Guaraci, um dos piores trechos, pq é realmente difícil de trilhar. =P
Os cipós estavam compridos, abafando qualquer boa vontade dos ventos nos abraçarem.
Quente e abafado!
Acabou aí mesmo a esperança de que seria mais fácil.

Na verdade, esta primeira parte foi mais sofrida do que ano passado, que fomos no inverno.
O calor pegou mesmo!

Pausa pra beber/comer/respirar/reclamar da mochila.
Devia ter algo muito importante aí, pra todo mundo sacar o celular.


Passamos pelo paredão do mal, que subi igual a uma aranha idosa, ano passado.
Desta vez subi com 12% de mais classe.
Nada muito relevante.
Pelo menos não caí de novo. XD

A trilha foi mais rápida.
Cada um com sua mochila e barraca.
Revezando apenas nas cordas, óbvio. ;)

Anda, anda, anda.
Escorrega, derrapa, fura as mãos com os cactos.
Mochila castiga, braços reclamam, medo aparece.
Tudo como o planejado (exceto o cansaço, que achei que seria menor).

A fenda!
Mais coragem, mesmo traquejo de capivara.



Esta fenda é lasca! Não tem jeito.



E, finalmente, o último obstáculo (e mais perigoso).
Alguns minutos de chororô e reclamação, mas passei (quase) tranquila.
Não queria passar vergonha (não muita).


O topo!
Pegamos os últimos raios do sol. :)


Melhor hora!
Jantar e jogar conversa fora. <3


Acertei quando disse que estaria menos frio à noite.
Mas não foi o suficiente para não sofrermos.

Mais uma vez, corremos pra barraca logo cedo. É muito frio!!



Durante a noite, chegaram várias pessoas. Parentes de Seu Guaraci.
Levaram violão, fizeram fogo.
O negócio foi animadíssimo!

Se der coragem, na próxima subimos à noite.
(mas algo me diz que não vai dar coragem alguma)


Conversa noite à dentro. No quentinho da barraca.



Hora de juntar as coisas e descer.
Já sabendo que, nem sempre, pra baixo todo santo ajuda.


O prazer de explorar a pedra é único.
Especialmente pela pequenez dos detalhes.




Como disse, pra descer é osso!
Dei uma travada básica aí, mas fui. Muito devagar e suando frio, mas fui.


Agora é "rolar" pedra abaixo, até a fenda.



Que é o único trecho perigoso onde acho mais fácil descer do que subir.





De volta ao paredão do mal, onde até desci com categoria.
No finalzinho dei vexame, mas alguém me ajudou a encaixar os pés e tudo certo!


Falando de boca cheia, não pode.


Descemos bem tranquilos.
Conversando (e com menos peso nas costas) o tempo passa ligeiro.
Despistando o cansaço, os planos para a próxima subida já vão sendo desenhados.



Findamos a Pedra do Cachorro, pegamos o carro e já deixamos a promessa de retorno em 2016.
Pelo visto, este programa será repetido por muitas vezes.
Vale muito!


Ainda encontramos uma família de grilos simpáticos, atravessando a rua. :)



Pronta para o ano que vem!



Repetindo as informações da primeira subida:

As instruções passadas por Sr Guaraci foram:

12h em frente a Prefeitura de São Caetano para pegar os guias;
-Roupa de trilha (usei camisa de proteção (manga longa) e calça de lycra grossa e resistente (não recomendo aquelas simples de caminhada));
-Calçado adequado para trilha e escalada (fui com um tênis, mas o recomendado é bota de trilha);
-Barraca de camping (preferencialmente para 2 pessoas, pois o vento atrapalhou um pouco as barracas grandes);
-Roupa extra de frio (IMPORTANTÍSSIMO!);
-3 litros de água;
-Isotônicos;
-Alimentação suficiente para jantar e café da manhã.

sábado, 5 de julho de 2014

Mirante do Talhado - Olho d'Água do casado/Alagoas

Um dos passeios que exploram a beleza do Rio São Francisco é o do Mirante do Talhado, localizado em Delmiro Gouveia.
Aproveitamos o feriado de véspera de São João + Jogo do Brasil na Copa. 

Partindo de Delmiro Gouveia ou de Olho d'Água do Casado, a estrada é a mesma: AL 220, que estava uma porcaria, vale destacar.


Placa sinalizando o acesso ao mirante


Saindo da AL 220, pegamos uma estrada de barro até o destino. Não lembro quantos km de distância.
Junho é mês chuvoso e passamos por inúmeras poças de lama.
O carro era off road e passamos tranquilos. Se fosse o meu, popular, não rodava 1 km sem atolar.
No período seco dá pra passar sem problemas.


Fiu fiu!


O caminho tem placas de sinalização. Não tem como perder-se.

2 km


Chegamos, estacionamos, entramos e o cachorrinho (que atende por Malandrinho) não saiu do lugar.
10h da manhã, sol castigando, e ele nem aí.

Malandrinho
Agora a recepção calorosa: Nina!
Uma simpatia!!
Quando não tem guia disponível, ela leva os turistas pela trilha.
Linda! Uma lady!

Nina!!

A instituição "Mirante do talhado" tem como base uma propriedade com restaurante, chalés e área de lazer.
O Sr Francisco e sua família são os responsáveis. E foi quem nos acompanhou até a Gruta do Talhado.

Começamos conhecendo o local de partida.
Esta carroça foi utilizada na novela da Globo -Cordel Encantado - filmada na região.
Segundo o Sr Francisco, foi o transporte que o rei não-sei-de-onde usou pra alguma coisa que esqueci. Não assisti. :p

Ele resgatou a carroça, jogada no rio para as gravações (sem causar prejuízo ao meio ambiente).
E foi autorizado a deixar para exposição.


Ambiente familiar



Recebemos uma pequena palestra sobre o lugar, com explicações sobre as atividades oferecidas e que, pra nossa frustração, rapel e tirolesa são liberados apenas sob supervisão de uma empresa terceirizada, previamente agendados, preferencialmente nos finais de semana (era plena segunda-feira).

.


Esperamos um casal baiano que estava hospedado nos chalés.
Chegava perto das 11h e foi aparecendo preocupação sobre o tempo curto que sobrava.

Sr Francisco


A família do Sr Francisco tem uma posição muito legal, no que se refere ao meio ambiente. Além de conscientizar os visitantes sobre preservação e manutenção das trilhas, rios, flora e fauna; investem em um trabalho bacana com garrafinhas plásticas.
Esta barraquinha foi construída com garrafas descartáveis e areia.



Garrafinhas para o próximo empreendimento
Depois de uma longa espera (ou apenas longa ansiedade), Sr Francisco deu uma bronca leve no casal que, além de atrasar a saída, estavam de chinelos e totalmente inapropriados para uma trilha.
Acertamos em R$ 15,00 por pessoa e partimos assim mesmo.
2400m até a Gruta do Talhado.



De quando o sertão era mar...

Como o tempo era curto, optamos por uma trilha sem escalas.
Não adiantou muito. O Sr Francisco parou mil vezes, de todo jeito.
Sempre disposto e com total domínio sobre o espaço, nos presenteou com informações interessantíssimas sobre idade das árvores, época para plantação de determinadas espécies, ervas medicinais e afins.

Árvore bicentenária

Num ponto estratégico da trilha, o guia fez uma parada e pediu para ficarmos lado a lado, formando uma parede de frente para ele, com as mãos dadas.
Foi um pouco esquesito.
Começou falando da Mãe Terra e emendou com uma oração. O rapaz baiano riu e levou outra bronca (agora pesada).

O propósito era coroar o fim daquela parte da trilha e apresentar a nova paisagem que nos seguiria até o Talhado.
Coisa linda!
Cânion do rio São Francisco

Estes cabos são da tirolesa. Segundo o Sr Francisco, é curta mas veloz. :)

Gente afoita
A partir daí a vista foi esta. O rio São Francisco fala por si e justifica minha paixão por ele.


O rapel é executado neste ponto do paredão. Tem uns grampos pré-fixados e ficamos só na vontade...
O sol do meio-dia estava inspirado e o casal baiano atrasando a trilha, desequipados e cheios de selfies.
A intenção deles era apenas andar de caiaque e não estavam muito preocupados com nosso relógio.

Como tenho um discreto probleminha com falta de paciência, ansiedade e gente sem noção, já comecei a ficar irritada. Fingir simpatia é uma das coisas que preciso aprender antes de morrer.




Este espaço é reservado para vigília e oração em datas religiosas.
A família do Sr Francisco passa a noite inteira aí, meditando, admirando a lua e recebendo a energia boa do rio.
Achei fantástico!



Chegamos ao final da trilha sobre o cânion. Agora é descer o paredão.
O "Porto de Brogodó", também usado na novela Cordel Encantado, visto por cima, é local de parada e banho.
Este cercado possui 10 m de profundidade.


Animação pura! Nosso espírito aventureiro estava nas alturas.
A descida não é difícil. Com apenas três ou quatro pontos que mereciam  cuidado ao passar.

Três ou quatro pra quem estava de tênis e interessado naquele tipo de atividade.
Pra quem estava de havaianas e tirando foto da própria cabeça, foi muito mais difícil.
O lado encrenqueiro estava entrando em ação quando percebi que era melhor ajudar o pessoal café-com-leite e chegar mais rápido.
(Muita humildade numa pessoa só!)

Olha aí a desenvoltura, traquejo e eficiência de quem está fazendo trilha pela terceira vez na vida.
Com direito a tutorial para descida na pedra.







Por fim, a Gruta do Talhado.
A dimensão é surpreendente. 
Pesquisando, descobri que este nome se deve ao formato dos paredões. Parece ser talhado à mão.

Gruta do Talhado

Agora, sim, fim do percurso.





Fomos de canoa até o tal Porto de Brogodó.
Acertamos com Iran, filho do Sr Francisco, e ele ficaria disponível o resto do dia conosco (com seu barquinho motorizado).
R$ 40,00 para cada um.
Estava ótimo!

O casal, depois de consumir uns 20 minutos do nosso curto tempo, acertando alguma coisa com o Sr Francisco, finalmente separou-se da gente e pegou um caiaque.

A intenção era subir um nível de dificuldade no nosso histórico de escaladas, mesmo esta sendo apenas a segunda.
Rio São Francisco

E psicobloc é o nome do negócio!!
Consiste em escalar um paredão, sem equipamento de apoio.

A parede era suficiente pra intimidar e mandar de volta pra casa. Especialmente quando descobrimos que é necessário sapatilha e um pó próprio para as mãos.

Além da minha completa falta de habilidade, estava preocupada sobre como subir no barco novamente. E isto quase me fez desistir e ficar só fazendo as fotos.




Profissional!!




Amadora!
Esta foto é o resumo da minha vida de "psicobloqueira". Não passei daí.
Como imaginava, não consegui subir no barco.
Foi batendo o desespero e cogitei voltar pendurada, agarrada na lateral. Iran proibiu, lógico!
Um drama e nada de sair da água.

E quem chega com o rabinho balançando, pedindo pra subir no barco e tentar o paredão?
O casal baiano!

Estava morta de vergonha por não conseguir sair da água e ainda aparece aquela platéia que atrasou meu passeio...





Por ironia do destino, só consegui entrar no diabo do barco graças ao caiaque deles.
Arrependimento total por todos os xingamentos que mentalizei desde o primeiro momento.
Somado aos milhões de "tá vendo?" dos meus dois amigos.

Mas que eles atrapalharam, atrapalharam!

Todos no barco, seguimos 12 km pelo rio, numa conversa extraordinária sobre a eleição que se aproximava e os prós e contras dos políticos da Bahia e Pernambuco.

Como admitiram que baiano se deixa levar (palavras deles!!!), nem precisei destacar a superioridade explícita que todo pernambucano humilde e modesto aprende assim que nasce.
Cada um reconhecendo seu lugar na hierarquia do barquinho, a viagem foi bastante rica e divertida.

Bairrismos à parte, eles foram muito simpáticos e amistosos.

Nosso destino era o Vale dos Mestres.


Pequena baía escondida entre os paredões do rio.
A foto promocional é belíssima e nos encheu de curiosidade.



A realidade foi um pouco diferente. 
Achei desconfortável e sujinho.
Ficamos pouquíssimo tempo na água.
Os baianinhos (muito legais e amáveis) nem desceram do barco. E eu deveria ter feito o mesmo.

Quase 15h e lembramos de almoçar. As mochilas repletas de biscoitos, salgadinho e chocolate foram a salvação.
Os baianos não levaram nenhum caroço de ervilha e partilhamos nosso banquete.
(inclusive, beberam minha água sem avisar... e isto nos deixou quites com o resgate pelo caiaque)


O espetáculo do retorno foi garantido pelo rio. A chuva ensaiou uma queda, mas não ofuscou.
É bonito demais!
Imponente.


Paredão do rapel


Pegamos uma trilha leve para retornar. Acesso fácil. Voltamos sem guia.



Foi um passeio cheio de surpresas e quebra de limitações físicas e ideológicas.
Agradecimentos ao Sr Francisco, pela disponibilidade, e ao Iran, pela paciência em ouvir tanta abobrinha.

Agora era voltar correndo pra casa...

Brasil 4 x 1 Camarões

Estávamos nas oitavas de finais!





http://mirantedotalhado.com.br/site/

https://www.facebook.com/mirante.dotalhado?ref=ts&fref=ts